<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5633649703679977030</id><updated>2012-01-21T11:19:14.716-08:00</updated><title type='text'>Música para poucos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://musicaparapoucos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5633649703679977030/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musicaparapoucos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Juliano P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07387866909883364386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>4</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5633649703679977030.post-8635737532094563382</id><published>2012-01-20T14:36:00.000-08:00</published><updated>2012-01-21T11:19:14.724-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: yellow; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Pop-Rock Brasileiro e os Rip-Offs.Pl&lt;span lang="PT-BR"&gt;ágio ou Inspiração?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;J&lt;span lang="PT-BR"&gt;á virou clichê comentar o caso em que &lt;b&gt;Jorge Benjor&lt;/b&gt; ajuizou ação contra &lt;b&gt;Rod Stewart&lt;/b&gt; por plágio e venceu.Trata-se da famosa “Taj Mahal”, cujo refrão -aquele “Te-te-te-re-tê”- foicopiado nota-a-nota por Rod na linha melódica do refrão da sua não menoscélebre “Do Ya Think I’m Sexy”, de 1978, verdadeiro standard da rádio Antena 1e similares em todo o Brasil. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Em inglês, usa-se para designar essa &lt;i&gt;manobra&lt;/i&gt; musical a pejorativa expressão &lt;i&gt;rip off&lt;/i&gt;, que em bom português seria oequivalente a &lt;i&gt;currar&lt;/i&gt;. Um evidente &lt;i&gt;rip-off&lt;/i&gt; e pouco comentado é aquele feitopor &lt;b&gt;David Bowie&lt;/b&gt; em “Ziggy Stardust”,no início do refrão, naquela parte onde David canta “&lt;i&gt;so where were the spiders while the fly tried to break our balls&lt;/i&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;A sequência de acordes épraticamente a mesma de “Stairway To Heaven” do &lt;b&gt;Led&lt;/b&gt; &lt;b&gt;Zeppelin&lt;/b&gt;, quandoRobert Plant berra “&lt;i&gt;And as we wind ondown the road / Our shadows taller than our soul &lt;/i&gt;(…)”, no climax da música,antes do final. &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Comotanto uma música quanto a outra são dois dos maiores clássicos do rock de todos os tempos, dá pra perceber bem o tanto que os rip-offs são mais comuns do que seimagina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Nos anos oitenta, época áurea do pop-rocknacional, algumas bandas brasileiras se destacaram com músicas inteiramenteoriginais e outras se consagraram sem tanta originalidade. E havia, ainda, os &lt;i&gt;covers&lt;/i&gt; declarados, como “Astronauta de Mármore” do &lt;b&gt;Nenhum de Nós&lt;/b&gt;, que é uma competente versãode “&lt;i&gt;Starman”&lt;/i&gt;, também de Bowie e domesmo álbum que o clássico citado no parágrafo anterior: “&lt;i&gt;TheRise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars”&lt;/i&gt;. Nessa linha, por seu turno, temos &lt;b&gt;Kiko Zambianchi&lt;/b&gt;, que fez uma versão &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;escatológica &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;de &lt;i&gt;"Hey Jude"&lt;/i&gt; dos Beatles, que empolgou acena brega daquela época e que hoje poderia ser considerada cult (do jeito quea música vem sendo mal analisada ultimamente... vide post anterior). Pois bem, mas e os rip-offs não declarados? E quando a possibilidade de ser mesmo plágiofica bem na cara? Ora, pesquisando em foros de música dos mais diversos nãoencontrei absolutamente nada a respeito dos exemplos que citarei em seguida. Omotivo é simples: as semelhanças entre o original e a cópia na maioria das vezes estão ali, mas osprodutores mudam arranjos, sem alterar a sequência de acordes, &amp;nbsp;aceleram o tempo da música ou, simplesmente, transformam a música, por exemplo, que é ska numpunk-rock paulera e ninguém, aliás &lt;i&gt;quase&lt;/i&gt;ninguém, percebe o rip-off.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Há coisa de dez anos, achei numa loja de discosusados uma coletânea em vinil do &lt;b&gt;Red HotChili Peppers&lt;/b&gt; chamada “&lt;i&gt;What Hits&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;?”.Gosto desse disco porque tem só músicas da época anterior ao popular “&lt;i&gt;Blood Sugar Sex Magic&lt;/i&gt;” de 1991 e&amp;nbsp;como eunão sou lá grande fã de Red Hot, a coletânea caiu bem a gosto. Me deparei com amúsica “&lt;i&gt;Get Up And Jump&lt;/i&gt;”, do álbum de estreia de 1984, e nãoconsegui parar de pensar num dos maiores hits do pop nacional dos anos 80: “KátiaFlávia”, de &lt;b&gt;Fausto Fawcett&lt;/b&gt;, gravada em 1987.&amp;nbsp;Orip-off da música do Red Hot seria bem naquela parte em que Fausto rapeia “&lt;i&gt;ficou famosa por andar num cavalo branco pelas noites suburbanas&lt;/i&gt;”.&amp;nbsp; A estrutura é quase a mesma do primeiro versoantes do refrão de "&lt;i&gt;Get Up And Jump"&lt;/i&gt;. Se não é rip-off é no mínimo umainspiração em excesso. O resultado foi ótimo e Kátia Flávia até hoje é uma das favoritasde todo oitentista brasileiro que se preze (incluído o autor deste blog).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Um outro rip-off que me deixou de cara foi feitode maneira não menos sutil. Louva-se a competência do produtor que o fez.Trata-se do grande clássico do rock nacional “Bichos Escrotos” dos &lt;b&gt;Titãs&lt;/b&gt;, daquele bom disco CabeçaDinossauro de 1986. Esse rip-off me instigou muito porque veio de uma banda inglesa quehoje é uma ilustre desconhecida mas que é, na minha modesta opinião, uma dasgrandes expressões do &lt;i&gt;new wave&lt;/i&gt;: &lt;b&gt;Haircut 100&lt;/b&gt;, sublimemistura de Flock of Seagulls com Kid Creole &amp;amp; The Coconuts, praticamenteuma versão tropical do Duran Duran! A faixa em questão é &lt;i&gt;“Favourite Shirts (Boy Meets Girl)&lt;/i&gt;”, do excelente disco "&lt;i&gt;Pelican West"&lt;/i&gt;, de 1982. A estrutura ritmica, que serepete ao longo da música inteira, é praticamente idêntica à de “BichosEscrotos”, com a ressalva de que a música dos Titãs deixou de lado o&amp;nbsp;&lt;i&gt;flavor&lt;/i&gt; latinode “Favourite Shirts”. Ambas as músicas são ótimas. Mas o rip-off estáescancarado, basta prestar atenção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Todo mundo sabe que a Jovem Guarda, enquantomovimento musical, foi amplamente marcada pelo lançamento de versões emportuguês de músicas estrangeiras, em geral gravadas originalmente em línguainglesa ou italiana. Claro que nenhum compositor de fora naquela época deixou de sercreditado. Nos anos 90, no entanto, o &lt;b&gt;BarãoVermelho&lt;/b&gt; -minha banda brasileira favorita- regravou um antigo samba deBezerra da Silva, “Malandragem dá um tempo”. A versão, bem samba-rock, ficouótima, eu mesmo a toquei várias vezes. O problema é o solo de metais no início,no meio e no final da música. É exatamente a mesma sequência de notas do solo de gaita do clássico da banda de funk americana &lt;b&gt;War&lt;/b&gt;,seu maior hit: “&lt;i&gt;Low Rider&lt;/i&gt;”. Oproblema não foi o rip-off, já que o arranjo encaixou muito bem na música do Barão, mas o fato de a músicaincidental não ter sido sequer creditada. &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;b&gt;Lulu Santos&lt;/b&gt;, por exemplo, não deixou de creditar a banda disco &lt;b&gt;The Tramps&lt;/b&gt;, quando regravou o sucesso de &lt;b&gt;Tim Maia&lt;/b&gt;, "Descobridor dos Sete Mares", ao construir a base de sua versão por cima do clássico "&lt;i&gt;Disco Inferno". &lt;/i&gt;O&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; rip-off do Barão, ao contrário dosanteriores, é amplamente comentado na net e não sei mesmo o que foi feito emtermos de &lt;i&gt;copyright&lt;/i&gt; até o momento. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;É isso aí, galera. E quem souber de algum outrorip-off na música pop brasileira que jogue pedras à vontade!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5633649703679977030-8635737532094563382?l=musicaparapoucos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://musicaparapoucos.blogspot.com/feeds/8635737532094563382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://musicaparapoucos.blogspot.com/2012/01/pop-rock-brasileiro-e-os-rip-offs.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5633649703679977030/posts/default/8635737532094563382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5633649703679977030/posts/default/8635737532094563382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musicaparapoucos.blogspot.com/2012/01/pop-rock-brasileiro-e-os-rip-offs.html' title=''/><author><name>Juliano P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07387866909883364386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5633649703679977030.post-4497685199366998568</id><published>2012-01-19T18:16:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T14:38:01.868-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;span style="color: yellow; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Mais do mesmo: A explicação é boa. Mas o que dói é o triunfalismo otimista do autor. Somos mesmo minoria!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13 DE NOVEMBRO DE 2011 - 14H01&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O antigo mau gosto musical virou convicção no Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discos sempre foram para mim fontes de descoberta. Talvez o hábito de ouvi-los tenha ficado fora de moda por causa da internet e da pirataria, mas nada se compara em nitidez sonora a um CD feito com plástico, alumínio e bits sonoros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luíz Antômio Giron*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois ontem escutei dois discos de duas cantoras representantes de faixas de público aparentemente diversas que me ajudaram a refletir sobre a atual situação da música popular brasileira: O que você quer saber de verdade (EMI), da cult MPB carioca Marisa Monte, e Ao Vivo (Universal), da mineira e sertaneja Paula Fernandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dez anos, para não ir muito longe, minha experiência sonora seria considerada abstrusa, pois obviamente duas artistas de registros tão diferentes iriam apenas mostrar a multiplicidade da música brasileira – e reafirmariam minhas convicções em relação àquilo que é refinamento e singeleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marisa, representante da alta cultura; Paula, das camadas populares. Mas minha experiência não se deu assim. Antes pelo contrário: o que eu ouvi nos dois discos são cantoras quase idênticas, entoando baladas românticas muito simples, acompanhadas por instrumentos acústicos, repletas de uma versalhada tida antes por piegas, tresmolhados de bons sentimentos e mensagens de amor nada discretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambas seriam chamadas de bregas no Brasil Velho. Nos anos 60 e 70, a música romântica influenciada pelo bolero, a modinha e a toada caipira era considerada um produto barato, para uso do povão. Nos 80, bandas da vanguarda paulistana e cantores como Eduardo Dussek exploraram a verve paródica, meio que esnobando o brega, mas lucrando com o gênero. Depois da apreensão ingênua e da paródica, as pessoas assumiram o gênero com pungente fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o brega é a convicção de um povo. Ele se consagrou. Marisa e Paula, duas grandes artistas vocais brasileiras, assumem com serenidade o novo bom gosto. Uma prova de que o brega se converteu em cult –e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cult está brega&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cult está brega. Isso quer dizer que o cidadão brasileiro cool e descolado se vale de todo tipo de referências para compor a sua roupa, seu modo de agir e seu imaginário. Esse novo comportamento reflete a mudança demográfica do país, com a ascensão das classes C e D. Essas camadas se tornaram importantes e terminam por impor seu gosto, seus hábitos e costumes ao restante da sociedade de consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente vê isso na novela Fina Estampa, da TV Globo, de Aguinaldo Silva. Ela relata a ascensão social da pobretona Griselda (Lília Cabral), que de quebra-galho se torna empresária. A novela não maquia a luta de classes, e mostra o conflito entre a emergente Griselda e a socialite Maria Teresa (Cristiane Torloni).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado em pesquisas, o autor faz um retrato realista de como a mulher brasileira se tornou chefe de família, está galgando posições – e, no universo da cultura, obriga a turma do narizinho empinado a prestar atenção no que ela gosta, no que ela sente, pensa e consome. Esse “ovo Brasil” é uma realidade insofismável. É preciso considerá-la e respeitá-la. Os novos-ricos e os novos-classe-média vieram para ficar e se mostrar, para horror das marias-teresas da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O brega cinema nacional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da novela, o cinema brasileiro tem explorado, de uns cinco aos para cá, o universo da nova classe média: são favelas que enriquecem com o tráfico e o tráfico que domina os “bem-nascidos”(Tropa de Elite 1 e 2, Meu nome não é Johhny), mulheres que lutam para sobreviver sem preconceito (O céu de Suely, Bruna Surfistinha, De pernas para o ar), formas de arte em extinção que insistem em se manter vivas (O palhaço, Suprema Felicidade), personagens que questionam a identidade e os tabus sexuais (Se eu fosse você 1 e 2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um novo mundo que se descortina, e talvez não se coadune com aquela ilha da fantasia sonhada pelos estetas, que hoje só sabem admirar o cinema classe-média-bonitinha da Argentina. Infelizmente (eu diria felizmente), o Brasil não é a Argentina. O Brasil se mostra muito mais rico e variado em termos demográficos e, por isso, culturais. Se é cultura “inferior” nos padrões europeus, paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gostos, os hábitos, os amores e os ventos mudam, já dizia o poeta seiscentista Luís de Camões. Até a novidade sofre tantas e tamanhas metamorfoses em sua estrutura que chega o dia em que as coisas mais antigas, descartáveis e antes desprezíveis viram artigo de luxo. Experimentamos hoje o choque do velho, em contraposição ao que preconizavam as vanguardas artísticas até os anos 1920.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No terreno da música&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No terreno da música cultura de massa, o processo se acelera ainda mais. Não apenas velhos paradigmas voltam à tona – trata-se de uma forma de reciclagem rápida dos produtos culturais – como também os usos e costumes de classes sociais antes antagônicas começam a interagir e a se fundir de forma irreversível, alterando o que se pensa sobre o mundo e como se consome arte, entre outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltemos à música, que sempre foi a antena das tendências por aqui, e, apesar de viver momentos não muito brilhantes, continua a ser uma arena de mudanças. O que tem acontecido na música brasileira é uma quebra de paradigma. Caiu a hegemonia do eixo Rio-São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música axé da Bahia tomou conta do país inteiro, e gerou estrelas como Ivete Sangalo, Claudia Leitte e Carlinhos Brown. O interior invadiu as capitais, e surgiu o forró universitário e, mais recentemente, o sertanejo universitário. O funk se fundiu com o samba e a MPB. E vieram para baixo os sons amazônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Época publicou recentemente uma reportagem intitulada “E o brega virou cult”, de Mariana Shirai, sobre o gênero tecnobrega paraense e sua influência no movimento Avalanche Tropical, que congrega bandas e DJs bregas do país inteiro. Dessa enxurrada fazem parte a cantora Gaby Amarantos, Garotas Suecas e a Banda Uó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inútil preconceito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que as vertentes do pós-bom gosto ensinam? Em primeiro lugar, que é inútil ter preconceitos musicais, porque ela é invasiva mesmo, capaz que é de se apossar de sua alma. Em segundo, que aquilo que é considerado de mau-gosto na verdade ajuda a enriquecer a imaginação. Em terceiro, que nada é fixo no mundo, e nada mais dinâmico e pervasivo que o som. Quarto, torna-se urgente reavaliar nossas próprias crenças artísticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, finalmente o “populacho” e os “caipiras” invadiram os salões. Na nova geopolítica sonora do Brasil, podemos ouvir os ecos do brega na voz de Marisa Monte, e traços de erudição na de Paula Fernandes. Junte as duas e o resultado será parecido com Vanessa da Mata, uma acoplagem do sertanejo e do alto pop dançante. Junte a duas e você ouve a volta ainda não anunciada de Zezé di Camargo &amp;amp; Luciano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vai entender nas entrelinhas o tecnobrega, a axé. Junte-as em uma audição e você comporá o seu rosto. O Brasil joga na nossa cara quem e como somos de fato. Querendo ou não, se fazendo de culto ou nem tanto, você é brega, meu velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Luís Antônio Giron é jornalista e crítico de cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: revista Época&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5633649703679977030-4497685199366998568?l=musicaparapoucos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://musicaparapoucos.blogspot.com/feeds/4497685199366998568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://musicaparapoucos.blogspot.com/2012/01/mais-do-mesmo-explicacao-e-boa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5633649703679977030/posts/default/4497685199366998568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5633649703679977030/posts/default/4497685199366998568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musicaparapoucos.blogspot.com/2012/01/mais-do-mesmo-explicacao-e-boa.html' title=''/><author><name>Juliano P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07387866909883364386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5633649703679977030.post-2040412616368139972</id><published>2012-01-19T09:14:00.000-08:00</published><updated>2012-01-21T07:06:30.545-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: yellow; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;A nova classe média e o mau gosto na música&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: yellow; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;De maneira melancólica e um tantoapressada&lt;span lang="PT-BR"&gt;, Nelson Motta concluiseu ótimo livro “Noites Tropicais” ao discorrer sobre a ascensão da músicasertaneja junto ao gosto da classe média durante a era Collor, no início dosanos noventa. Híbrido entre documentário e autobiografia, “Noites Tropicais” éum instigante testemunho sobre os bastidores da música brasileira desde osurgimento da Bossa Nova, no final dos anos cinquenta, até a morte de Cazuza,no início dos noventa, que marcaria, na visão de Nelsinho, o fim do chamado “rockbrasil”. Iniciou-se, ali, a era da música popular de mau gosto, que se estendeaté os dias de hoje e que desbancou a hegemonia da MPB e do pop-rock nacional einternacional no “mainstream” radiofônico, televisivo e discográfico brasileiro.Eu, que particularmente nem sou adepto da MPB, considero impossível comparar aqualidade musical de um Jorge Ben ou mesmo de um Gil com um Parangolé ou com umVítor e Léo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Assim como a moda, o gosto musical das massas geralmentese constrói a partir de uma imposição dos meios de comunicação, os quais, porsua vez, são regidos pelos padrões de consumo vigentes. É por meio da mídia quea maioria das pessoas passa a gostar deste ou daquele artista; assim seconstrói o gosto musical, bom ou mau. A mudança do gosto musical da classemédia atendeu basicamente à importante transformação da economia brasileira,que incorporou indivíduos que antes não consumiam simplesmente por serem maispobres. Os novos padrões de consumo naturalmente atingiram a música como umtodo, a partir da incorporação de ritmos e artistas que antes eram preferênciaapenas dos estratos inferiores. Ora, é nos anos noventa que o sertanejo deduplas, o pagode, o axé, o forró e o funk passam a liderar os rankings demúsica consumida nacionalmente, diferentemente do que ocorria em décadasanteriores. Eu me lembro bem, quando adolescente, de conhecer meninas queadoravam Guns ´N Roses e Bon Jovi e que, de um ano para outro, passariam aidolatrar Zezé di Camargo e Luciano e Leandro e Leonardo, jogando uma pá de calem cima das bandas estrangeiras que tanto amavam até pouquíssimo tempo atrás.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Foi na década de noventa que o paíspaulatinamente assistiu à emergência de uma nova classe média e na década atual, com o êxito dos programas de redistribuição da renda, o fenômeno se acentuou ainda mais. Parte dos estratosclassificados como “D” e “E” tem sua renda aumentada e passa a integrar asclasses “C” e “B”, representando um novo e maciço mercado consumidor. Aestabilização da economia com o Plano Real, o impacto do Bolsa Família e a consequente melhora na distribuiçãode renda -o que foi ótimo para o país, reconheça-se- produziu progressiva dilatação da classemédia, o que, consequentemente, redundou na ampliação do escopo publicitáriodos meios de comunicação. Em se tratando de Brasil, podemos resumir à televisãoe à consequente venda de horários em intervalos comerciais a anunciantes dosmais diversos. Para atender à nova classe média, os canais de televisão tiveramde adequar sua programação a assuntos de interesse popular. Programaspoliciais, brigas de auditório e música outrora classificada como “brega”passaram a integrar gradualmente o “mainstream” televisivo, primeiramente emcanais com menor audiência e, posteriormente, na própria Rede Globo. A classemédia tradicional, que antes apreciava a MPB e o rock, passa a achar legal oCatinguelê e o Grupo Raça Negra, como num efeito-manada. Me lembro bem da dupla Claudinho e Buchecha, quando lançada e imediatamente classificada como MPB. NaGlobo, praticamente todos os programas de TV, da Xuxa ao Faustão, passaram aconvidar esses artistas, simplesmente porque eles vendem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E a juventude, sempre refratária a esse tipo deimposição, também se rende ao novo “mainstream”. Hoje, temos o SertanejoUniversitário, que seguindo as palavras do mestre Lobão -com quem tive o prazer detomar chope até altas horas em 2002- reflete uma atitude de burrice descomunal:gente que tem nível universitário não deveria ouvir isso, mas infelizmente é oque ocorre. Na mesma esteira, jovens da Zona Sul Carioca, berço da Bossa Nova edo Samba-Jazz, sobem o morro não para apreciar Cartola e seus inúmeros discípulos, maspara frequentar bailes-funk, atraídos pela curiosidade natural que tais eventossuscitam. Tudo bem, a batida do funk carioca pode ter lá seu ritmo e seu peso,mas as músicas são cantadas com péssima técnica, redundando em verdadeirosbrados de ode ao crime, com letras de conteúdo abjeto e irracional. Não mais secontesta a ordem imposta com a irreverência do rock ou com os jogos de palavrasda MPB. Ao contrário, desafia-se &amp;nbsp;a sociedade,com apologia ao que ela própria rejeita e repugna. Se o crime, hoje, é tãoodiado quanto a falta de liberdade durante a ditadura, o funk carioca secomporta como se fosse, &lt;i&gt;mutatis mutandis&lt;/i&gt;,um agente de propaganda do regime de 64.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Entre 1992 e 1997, tive a sorte de morar forado Brasil. Por passar minha adolescência em Buenos Aires, aprofundei, como seargentino fosse, meu apreço pelo rock and roll e pelo blues. Quando vinha aoBrasil, geralmente nas férias de verão, analisava a mudança de gosto não comrepugnância arrogante, mas com uma certa curiosidade ingênua e, obviamente, comgrande pesar. Músicas que antes eram ouvidas &lt;i&gt;somente&lt;/i&gt; no Carnaval passam a ser executadas 365 dias por ano, o que defato cansa os tímpanos e esgota a paciência. Quando retornei, já na faculdade,custei a voltar a gostar de música brasileira e, até hoje, tenho que selecionaro que vou ouvir com cuidado e parcimônia. É difícil, mas dá para entender bempor que Nelson Motta conclui seu livro de forma tão triste e impaciente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5633649703679977030-2040412616368139972?l=musicaparapoucos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://musicaparapoucos.blogspot.com/feeds/2040412616368139972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://musicaparapoucos.blogspot.com/2012/01/nova-classe-media-e-o-mau-gosto-na.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5633649703679977030/posts/default/2040412616368139972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5633649703679977030/posts/default/2040412616368139972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musicaparapoucos.blogspot.com/2012/01/nova-classe-media-e-o-mau-gosto-na.html' title=''/><author><name>Juliano P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07387866909883364386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5633649703679977030.post-425151261853064446</id><published>2012-01-19T08:03:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T18:14:48.468-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: yellow;"&gt;Apresentação e disclaimer&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atendendo a pedidos, criei o blog &lt;b&gt;"Música para poucos&lt;/b&gt;". Trata-se de um blog simples, despretensioso, voltado para a crítica musical feita por gente que ama a boa música -em toda a sua diversidade-, mas que &amp;nbsp;não concorda com tudo o que se lança ou se lançou simplesmente porque todos gostam. Ninguém será poupado apenas porque é "unanimidade". Como toda a unanimidade é burra, já dizia Nelson Rodrigues, nomes como os Beatles ou Chico Buarque serão alvos fáceis da minha humilde crítica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero deixar claro, também, que este será um espaço para criticar, não para ofender. Não se ofendem pessoas, apenas se criticam artistas e sua obra, como sempre se criticou tradicionalmente. Não tenho intenção de ofender ninguém, apenas porque emiti opinião que contraria o que a maioria das pessoas aceita. Como é um blog, o espaço para rebater a crítica estará sempre aberto, desde que não se parta para a ofensa gratuita ou para a baixaria.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda sugestão, obviamente, sempre será bem-vinda.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É isso aí, desejo boas leituras e boas audições a todos!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5633649703679977030-425151261853064446?l=musicaparapoucos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://musicaparapoucos.blogspot.com/feeds/425151261853064446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://musicaparapoucos.blogspot.com/2012/01/atendendo-pedidos-criei-o-blog-musica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5633649703679977030/posts/default/425151261853064446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5633649703679977030/posts/default/425151261853064446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musicaparapoucos.blogspot.com/2012/01/atendendo-pedidos-criei-o-blog-musica.html' title=''/><author><name>Juliano P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07387866909883364386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
